As
dúvidas de Filipin, candidato a iniciante
Prezados Srs,
A grande vantagem de ser um usuário Internet é de,
sem levantar da cadeira, poder navegar por todas as partes
do mundo e verificar o que há disponível,
de acordo com seu interesse e condições.
Entrei, li e achei bastante interessante as "Dicas
para Iniciantes" da revista Modelismo em Notícias
(MeN). Entretanto não posso nem considerar-me
um iniciante, mas apenas um curioso que começa
a especular dados para uma futura investida.
Por tudo o que li até agora, percebi que no início
a orientação dos mais experientes é fundamental.
Mas na fase seguinte, meu desejo é pesquisar,
estudar e poder voar com as minhas "próprias
asas". Tenho muitas dúvidas que para vocês
devem ser elementares, mas gostaria de uma indicação
sobre literatura e de saber se existe algum lugar onde
existam pessoas com paciência para responder as
perguntas que seguem.
Grato pela atenção,
Antônio C. Filipin
MeN responde: Caro Antônio, a Vento Solar Editora
se dedica à produção de material
informativo sobre modelismo e o divulga por meio da revista
Modelismo em Notícias, de livros e manuais e na
home page http://www.hobbylink.com.br . São canais
informativos em bom Português e estão sempre
abertos aos iniciantes. Você pode assinar MeN e/ou
comprar livros por meio da home page citada acima. É com
grande prazer que respondemos suas perguntas. Vamos a
elas:
1 - Já sei que a sigla ARF vem do Inglês "Almost
Ready to Fly", que significa "quase pronto
para voar ou simplesmente semipronto. Mas, AWARF o
que seria?
MeN responde: AWARF vem de "All Wood Almost Ready
to Fly", ou seja, um ARF feito com estruturas só de
madeira (geralmente balsa e compensado leve) e não
de madeira com Isopor e/ou plásticos.
2 - Quanto a potência dos motores, por
que a maior parte dos modelos treinadores são
para motores .40, alguns poucos .60 e quase nenhum
para .25?
MeN - De fato, os modelos para motores .40 são
maioria. Talvez por apresentarem a melhor relação
custo/benefício: eles têm baixo custo e
voam bem, enquanto os treinadores para motores .60 são
obviamente mais caros (além de ser mais caro o
próprio motor). Quanto à raridade dos modelos
para motores .25, eis aí um mistério, pois
poucos treinadores para esse tipo de motor voam tão
bem quanto qualquer outro e são também
mais baratos. Talvez os departamentos de marketing das
fábricas tenham uma resposta para essa preferência
pelos "quarentinhas".
3 - Até que ponto um ARF vem montado?
O que falta para que fique completamente montado?
MeN - Os ARFs costumam vir da fábrica com a fuselagem
totalmente pronta, bastando colar as peças do "grupo
de cauda" (estabilizador horizontal e leme). A asa
costuma vir em dois painéis que devem ser juntados.
A parte mais "complexa" é a instalação
do sistema de radiocontrole, que exige um pouco de paciência
e MUITA atenção. Quanto ao motor, basta
fixá-lo com os parafusos que vêm no kit.
Em um fim de semana você monta um treinador ARF
clássico.
4 - Do que se compõe um conjunto completo
para sair voando com um ARF?
MeN - Além do kit do avião, você deve
comprar o motor, um ou dois pares de hélices,
algumas ferramentas, um "acendedor" de vela
para a partida ("ni-start"), um sistema de
radiocontrole de pelo menos quatro canais, uma caixa
de campo para carregar as tralhas para a pista e, é claro,
um garrafão de combustível.
5 - Se eu resolver montar um modelo aos poucos,
comprando as partes em separado, e se ainda aparecerem
ofertas isoladas ou oportunidades com quem já está passando
para um rádio mais sofisticado por exemplo,
como faço para compatibilizar servos, receptor,
transmissor etc, já que podem ser de marcas
e procedências distintas?
MeN: Não é recomendável comprar
equipamento usado, seja o aeromodelo ou o rádio.
Não se trata de desconfiar do vendedor, mas sim
de usufruir da garantia de fábrica e da segurança
de um equipamento novo. Um avião, por exemplo,
pode ter boa aparência, mas suas estruturas podem
já estar sofrendo os efeitos da fadiga dos materiais
(o que é inevitável com o passar do tempo).
Quanto ao rádio, é ele o principal responsável
pela segurança em vôo e não se pode
dar chances para o azar. Mesmo comprando um sistema usado
com a mais absoluta confiança no vendedor você deve,
no mínimo, trocar os packs de baterias de níquel-cádmio
recarregáveis.
Nem todos os sistemas de RC são compatíveis
entre si. Pergunte a um especialista se o equipamento
que você já tem pode ser usado com aquele
que você deseja comprar. Os servos geralmente são
compatíveis com qualquer sistema de RC, mas cada
marca tem plugues de diferentes tipos. Escolha os plugues
certos e tudo sairá bem.
Além disso, é certo que comprar "picado" sai
mais caro do que comprar um sistema de RC completo. Seu
primeiro equipamento deve, de preferência, ser
novo. Depois, você poderá comprar os chamados "flight
packs" – conjuntos de receptor e um ou mais
servos – compatíveis com o transmissor do
rádio que você já possui.
6 - Por que a quantidade de canais de um rádio
nem sempre é a mesma da quantidade de servos?
MeN: Boa pergunta! Só as fábricas podem
explicar este paradoxo!
7 - Exceto pela possibilidade de expansão
de funções, há alguma outra aplicação
para os canais excedentes?
MeN: Atualmente, um rádio básico tem quatro
(avião) ou seis (helicóptero) canais. Os
canais excedentes nos sistemas para helicópteros
servem para mixar funções (por exemplo,
o acelerador e o passo das pás do rotor principal)
ou acionar certos comandos específicos. No caso
dos aviões, o 5º e o 6º canais podem
ser usados para acionar flaps, trem de pouso retrátil
ou outros dispositivos (por exemplo, abrir um compartimento
para lançar "bombas"). A mixagem de
funções (flaperon = flap + ailerons; elevon
= profundor + aileron etc) é feita pelo computador
do rádio. Para um iniciante, um rádio de
quatro canais é o ideal (leme, profundor, ailerons
e acelerador do motor).
8 - A Aeromodelli é uma marca de modelos
e acessórios da Itália ou é apenas
um distribuidor desses produtos para o Brasil?
MeN: A Aeromodelli é uma empresa brasileira que
importa e distribui produtos de modelismo em geral fabricados
nos quatro cantos do mundo, inclusive na Itália
(motores Supertigre e Novarossi, automodelos BMT e outros).
Seu nome em italiano se deve ao fato de o seu proprietário
(Roberto Sciumbata) ser descendente de italianos. Essa
empresa só trabalha no atacado e sua lista de
preços só é fornecida para lojistas
e revendedores. Para comprar produtos distribuídos
pela Aeromodelli, consulte seus revendedores aqui no
site. |